Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, se reuniu na última sexta-feira com Qiu Xiaoqi, enviado especial do governo chinês, no Palácio de Miraflores, em Caracas. O encontro também contou com a presença de autoridades importantes do governo venezuelano, como a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez e o ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil. Além deles, uma delegação técnica e diplomática da China esteve presente.
Durante a reunião, os líderes abordaram a revisão de mais de 600 acordos bilaterais que existem entre Venezuela e China. Esse diálogo é significativo, já que mostra a continuidade das relações entre os dois países, mesmo em um cenário de crescente tensão internacional.
A visita acontece em um momento delicado, enquanto o governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, tem intensificado a pressão contra Maduro. Entre as ações tomadas pelos EUA estão a ampliação das sanções à Venezuela e o aumento da presença militar na região. Além disso, há relatos de mais de vinte ataques a embarcações que supostamente estão ligadas ao tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe. Recentemente, os EUA também realizaram apreensões de petroleiros que estavam a caminho da Venezuela.
Em uma declaração no final de dezembro, o Ministério das Relações Exteriores da China criticou a apreensão de navios por parte dos Estados Unidos, chamando-a de uma grave violação do direito internacional. Essa declaração surgiu após a interceptação de um petroleiro que se dirigia à China e estava nas proximidades da costa venezuelana. A China manifestou sua oposição a todas as sanções que considera unilaterais e ilegais.
Vale destacar que a China é o maior comprador de petróleo bruto da Venezuela, sendo que esse petróleo representa cerca de 4% das importações chinesas. As relações entre os dois países, portanto, são estratégicas, especialmente em um contexto de dificuldades econômicas enfrentadas pela Venezuela e de disputas geopolíticas na região.

