A rapper Nicki Minaj, natural de Trinidad e Tobago, declarou seu apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um evento em Washington, no dia 28 de janeiro de 2026. Ela se apresentou como a “fã número 1” do presidente e exibiu um documento conhecido como “gold card de Trump”, que proporciona residência permanente e um caminho para a cidadania americana a imigrantes que pagam taxas elevadas.
Durante o evento, Trump convidou Minaj ao palco, onde ela manifestou seu apoio ao programa “Contas de Trump”, que visa oferecer fundos fiduciários para crianças. O apoio dela a Trump é significativo, considerando que no passado ela havia criticado suas políticas de imigração. Nicki Minaj imigrou para os Estados Unidos com seus pais quando era criança e, nos últimos anos, tem elogiado aspectos da liderança de Trump.
O apoio público de Minaj ocorre em um momento delicado para o país, que está enfrentando protestos relacionados a atuações controversas de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Recentemente, dois cidadãos americanos perderam a vida em confrontos separados com a agência.
Em suas declarações durante o evento, Minaj afirmou: “Eu diria que, provavelmente, sou a fã n° 1 do presidente e isso não irá mudar.” Ela também mencionou que o que as pessoas possam dizer sobre sua decisão não a afeta e que isso a motiva ainda mais a apoiá-lo. A artista compartilhou sua nova identificação, decorada com o rosto de Trump, em suas redes sociais.
Minaj indicou que estava “finalizando a papelada da cidadania” e destacou que o “gold card” foi “gratuito”. Lançado em dezembro, o “gold card de Trump” é direcionado a imigrantes ricos, permitindo que aqueles que pagam US$ 1 milhão e uma taxa de processamento de US$ 15 mil possam obter residência nos Estados Unidos instantaneamente.
De acordo com Trump, a proposta foi criada para facilitar a entrada de pessoas ricas e talentosas no país, que, segundo ele, gastariam grandes quantias de dinheiro e gerariam empregos. No entanto, os atuais portadores de green card, que já estão no país, geralmente precisam aguardar cinco anos como residentes permanentes antes de poderem solicitar a cidadania. Embora o presidente afirme que o programa não requereria a aprovação do Congresso, ele enfrenta críticas, especialmente no contexto de políticas rigorosas de imigração implementadas durante seu governo.
Nicki Minaj, que chegou aos Estados Unidos como imigrante ilegal aos cinco anos, já expressou suas preocupações sobre políticas de separação familiar e o impacto disso nas crianças. Em momentos passados, ela destacou as dificuldades que enfrentou em sua infância e sua luta por cidadania, lamentando que, apesar de seus impostos elevados, ainda não tenha obtido a cidadania americana.
Durante o evento, Trump comentou de forma descontraída sobre as características de Minaj, mencionando que poderia deixar suas unhas crescerem para imitá-la. Minaj, por sua vez, enfatizou que não deixaria os opositores de Trump ficarem impunes por críticas ao presidente, expressando sua crença de que Deus está do lado dele.
Na mesma data, o cantor Bruce Springsteen lançou uma música em protesto contra as ações do ICE, em solidariedade às vítimas e sua comunidade local. Ele promoveu uma canção que homenageia os cidadãos que perderam a vida devido à violência relacionada à imigração. Isso demonstrou que as opiniões sobre as políticas de Trump estão divididas entre os artistas americanos, com alguns, como Minaj, expressando apoio, enquanto outros, como Springsteen, criticam abertamente suas ações e suas repercussões.

