12 de janeiro (Reuters) – Os três últimos presidentes do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos manifestaram sua oposição a uma investigação criminal promovida pelo governo Trump que envolve o atual presidente do Fed, Jerome Powell. Em uma declaração conjunta, eles associaram a iniciativa a tentativas de interferência na independência do banco central, uma prática comum em países em desenvolvimento com instituições frágeis.
“O inquérito criminal sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, representa uma tentativa sem precedentes de deslegitimar essa independência por meio de ataques judiciais”, afirmaram ex-presidentes do Fed, incluindo Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan.
Os ex-dirigentes ressaltaram que essa abordagem é típica de economias emergentes, levando a repercussões negativas para a inflação e a
saúde econômica geral. “Nos EUA, a maior fortaleza reside no Estado de direito, que é a base do nosso sucesso econômico”, acrescentaram.
A declaração foi emitida após um vídeo de Powell, publicado no domingo, onde ele relatou que o Departamento de Justiça do presidente Donald Trump havia iniciado uma investigação criminal a respeito de comentários realizados por ele ao Congresso no ano anterior, relacionados a reformas na sede do Fed em Washington.
Os três ex-presidentes do Fed uniram-se a mais dez ex-autoridades econômicas, selecionadas por presidentes tanto republicanos quanto democratas.

