A presidente do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia, Anna Paulson, indicou que o banco central dos Estados Unidos pode considerar novas reduções nas taxas de juros, caso a inflação apresente sinais de desaceleração. No entanto, ela reforçou que esses cortes não devem ocorrer de imediato.
Durante um discurso proferido em Filadélfia, Paulson, que está em seu primeiro ano como dirigente votante no comitê de política monetária, expressou um sentimento de “cauteloso otimismo” em relação à diminuição das pressões inflacionárias nos próximos meses. Com a taxa dos Fed Funds fixada entre 3,5% e 3,75%, a atual política monetária é considerada “um pouco restritiva”, sugerindo que há espaço para possíveis cortes futuros.
“Caso a inflação ceda e a economia mantenha seu rumo, ajustes modestos adicionais na taxa dos Fed Funds poderão ser apropriados mais adiante neste ano,” afirmou Paulson, conforme divulgado em seu discurso.
A dirigente também lembrou que apoiou os três cortes de 25 pontos-base realizados durante o outono americano, em um esforço do Fed para suavizar as consequências de um mercado de trabalho debilitado. Ela destacou que os dirigentes têm recebido “sinais divergentes” sobre a saúde do emprego, caracterizando o mercado como um que “se dobra, mas não quebra”. Isso a leva a buscar mais dados antes de endossar novos ajustes.
Além disso, a ata da última reunião de política monetária, realizada em dezembro, revelou certa hesitação entre os dirigentes do Fed quanto à realização de novos cortes em um futuro próximo. Os investidores, por sua vez, apontam para a expectativa de que a taxa de juros se mantenha estável na próxima reunião, com base em análises do CME Group.

