O volume do setor de serviços no Brasil registrou uma ligeira queda de 0,1% em novembro de 2025 em comparação a outubro. Contudo, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve um crescimento de 2,5%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Esse desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado, que previa um aumento de 0,2%. Para a comparação anual, a projeção era de uma alta de 3%. Mesmo assim, o setor de serviços está 20% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de COVID-19, embora esteja 0,1% abaixo do recorde histórico alcançado em outubro de 2025. Na análise sem ajuste sazonal, o volume de serviços teve um resultado positivo contínuo, marcando o vigésimo crescimento consecutivo nesta série.
No acumulado do ano até novembro, o crescimento foi de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa taxa se manteve estável nos últimos doze meses, repetindo o índice observado em outubro.
A queda de 0,1% do volume de serviços entre outubro e novembro foi acompanhada por dois dos cinco segmentos analisados: transporte (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, houve expansão em serviços profissionais e administrativos (1,3%) e em outros serviços (0,5%). Os serviços prestados às famílias mostraram estabilidade, com variação de 0,0%.
A média móvel trimestral do volume de serviços, com ajuste sazonal, ficou em 0,3% para o trimestre encerrado em novembro, em relação ao mês anterior. Quatro das cinco áreas analisadas apresentaram crescimento, sendo as principais responsáveis: outros serviços (1,0%), profissionais e administrativos (0,4%), informação e comunicação (0,3%) e transportes (0,2%). Por sua vez, os serviços prestados às famílias tiveram uma redução de 0,1%.
Quando comparado a novembro de 2024, o setor de serviços cresceu 2,5%, evidenciando um fortalecimento contínuo. Este crescimento foi alavancado por quatro dos cinco segmentos analisados e representou 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados.
Os setores que mais contribuíram para a alta foram informação e comunicação (3,4%) e transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%). O desempenho positivo em informação e comunicação deve-se principalmente ao aumento das receitas em portais e provimentos de conteúdo, desenvolvimentos de software e serviços de internet. No setor de transportes, o crescimento foi impulsionado por serviços de logística e transporte de cargas.
A única variação negativa foi observada nos serviços prestados às famílias (-1,0%), fortemente impactados pela diminuição nas receitas de restaurantes, hotéis e espetáculos culturais.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o setor de serviços cresceu 2,7%, com quatro das cinco atividades reportando aumentos, inclusivamente informação e comunicação (5,4%), impulsionado pelo crescimento das receitas dos provedores de conteúdo e serviços de TI. A contribuição de transportes e serviços administrativos foi igualmente significativa.
Em contrapartida, o segmento de outros serviços apontou uma queda de 0,9%, refletindo a diminuição nas receitas de atividades auxiliares aos serviços financeiros e manutenção de veículos.
Esses dados destacam a recuperação do setor de serviços, embora desafios pontuais permaneçam, especialmente em segmentos mais afetados pela pandemia e suas consequências.

