As projeções do mercado para a inflação em 2026 foram revisadas para baixo, marcando a segunda semana consecutiva de queda. O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 19, apresenta uma estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano, que agora é de 4,02%, reduzida em relação a 4,05%. Em contrapartida, a mediana da taxa Selic aumentou de 9,88% para 10,00%.
Para 2027, a expectativa de inflação se mantém estável em 3,80%, cifra que já perdura há 11 semanas. A previsão para 2028 também permanece em 3,50% após 11 semanas sem alterações, enquanto em 2029 o número segue em 3,50%, com estabilidade de 20 semanas.
Quanto ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a projeção para 2026 é de 3,92%, também sem mudança por duas semanas consecutivas após um ajuste leve. Para 2027, a estimativa se mantém em 4,00%, sem alterações por 53 semanas. As projeções para 2028 e 2029 são de 3,85% e 3,70%, respectivamente.
Os preços administrados registram uma inflação prevista de 3,75% em 2026. Para 2027, a mediana é de 3,71%, estável há duas semanas. As projeções para 2028 e 2029 são de 3,50%, mantidas por oito e 27 semanas, respectivamente.
No que diz respeito ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa para 2026 é de 1,80%, sem alterações há seis semanas. Para 2027, a previsão permanece a mesma, enquanto para 2028 e 2029, o mercado espera uma expansão de 2,00%, que é estável há 97 e 44 semanas, respectivamente.
Em relação ao câmbio, a projeção para o dólar em 2026 segue em R$ 5,50, sem mudanças há 14 semanas. Para 2027, a expectativa também é de R$ 5,50. A estimativa para 2028 foi elevada para R$ 5,52, valor mantido por três semanas consecutivas, e para 2029, o dólar está projetado em R$ 5,57.
Ainda sobre a taxa Selic, a previsão para 2026 permanece em 12,25% ao ano, estável há quatro semanas. Para 2027, a expectativa também é de 10,50%, sem alterações há 49 semanas. Em 2028, a taxa apresentou um ajuste para cima, aumentando de 9,88% para 10,00%, acumulando duas semanas consecutivas de alta. A projeção para 2029 permanece em 9,50%, indicando uma perspectiva de juros elevados no longo prazo.

