Com a recente aprovação do acordo comercial entre o Mercosul, que inclui Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, e a União Europeia (UE), formada por 27 países, espera-se a redução de preços em uma variedade de produtos importados, como queijos, vinhos, azeites e chocolates.
Nesta sexta-feira, 9 de novembro de 2023, a maioria dos embaixadores dos países-membros da UE votou a favor do acordo. Contudo, uma votação oficial ainda é necessária no Conselho Europeu, prevista para acontecer no mesmo dia. As declarações dos embaixadores durante uma reunião em Bruxelas, que teve início às 11h (horário de Brasília), indicam que a oficialização do respaldo ao acordo ocorrerá às 17h.
Após essa etapa, o pacto comercial deve ser assinado na próxima semana. Embora precise do aval do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional de cada país do Mercosul, espera-se que a queda nos preços beneficie os consumidores brasileiros rapidamente.
Este tratado resulta de 26 anos de negociações, iniciadas em 1999, e marca um momento significativo, pois criará uma zona de livre-comércio com mais de 720 milhões de consumidores, unindo economias que totalizam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).
Para os países da América do Sul, esse acordo representa uma oportunidade de expandir a demanda externa para sua indústria agrícola. Para os europeus, a abertura do mercado brasileiro e de seus vizinhos pode impulsionar o setor manufatureiro europeu.
Expectativa de Preços Reduzidos em Produtos Típicos
Os consumidores brasileiros podem aguardar a redução nos preços de diversos produtos europeus, como:
- Azeite: tarifa atual de 10%, com isenção prevista após redução gradual.
- Vinho: tarifa atual de 35%, com isenção prevista após redução gradual.
- Outras bebidas (exceto vinho): tarifas atuais de até 35%, com isenção prevista após redução gradual.
- Chocolate: tarifa atual de 20%, com isenção prevista após redução gradual.
- Queijo: tarifa atual de 28%, isenção prevista para uma cota de 30 mil toneladas.
- Leite em pó: tarifa atual de 28%, isenção prevista para uma cota de 10 mil toneladas.
- Fórmula para bebês: tarifa atual de 18%, isenção prevista para uma cota de 5 mil toneladas.

