As vendas no varejo brasileiro cresceram 1,0% em novembro, comparadas ao mês anterior, e registraram um aumento de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Uma pesquisa da Reuters previa uma alta de apenas 0,30% na comparação mensal e um avanço de 0,20% em relação a novembro de 2022.
De acordo com Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, o comércio varejista brasileiro alcançou seu segundo mês consecutivo de crescimento, algo não observado desde o início do ano. Em fevereiro e março, os aumentos foram de 0,5% e 0,7%, enquanto outubro e novembro tiveram crescimentos de 0,5% e 1,0%, respectivamente.
Na série com ajuste sazonal, sete das oito atividades do comércio varejista apresentaram taxas positivas de vendas de outubro para novembro de 2023:
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,1%
- Móveis e eletrodomésticos: 2,3%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,2%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,0%
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,5%
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,0%
- Combustíveis e lubrificantes: 0,6%
O único setor com desempenho negativo foi o de Tecidos, vestuário e calçados, que registrou uma queda de 0,8%. Santos destaca que o aumento nas vendas de novembro foi impulsionado pela Black Friday, com promoções em setores como informática e eletrodomésticos.
O comércio varejista ampliado, que inclui a venda de materiais de construção, teve um crescimento de 0,7%. Neste segmento, a única atividade com aumento foi a de material de construção, com 0,8%. Por outro lado, a venda de veículos e motos, partes e peças teve uma queda de 0,2%.
Na comparação anual, o volume de vendas no varejo aumentou 1,3%, com crescimento em cinco dos oito setores analisados:
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 9,9%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 7,2%
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 5,9%
- Móveis e eletrodomésticos: 5,2%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 4,7%
Entretanto, três segmentos apresentaram desempenho negativo: Tecidos, vestuário e calçados (-4,0%), Combustíveis e lubrificantes (-1,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%).
No comércio varejista ampliado, as quedas foram de 5,8% para veículos e motos, partes e peças, e 3,0% para material de construção. Em contrapartida, o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou um aumento de 0,9% em relação a novembro de 2022.
(Fonte: Reuters e IBGE)

