O bitcoin (BTC) está em queda nesta quinta-feira, dia 29, dando continuidade às perdas registradas no dia anterior, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) dos Estados Unidos anunciou suas decisões. O preço da criptomoeda estava previsto para manter-se entre 3,5% e 3,75% ao ano, mas a cautela no comunicado sobre a expectativa de inflação influenciou o clima no mercado. O comitê expressou preocupação com o aumento da inflação e projetou apenas mais dois cortes de 0,25 ponto percentual nos juros até o final do ano.
Nesse mesmo contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou suas ameaças ao Irã, prometendo um ataque “rápido e violento” caso o país não concorde com os termos de um novo acordo nuclear. Essa declaração surgiu poucos dias após os EUA aumentarem as tarifas sobre importações da Coreia do Sul de 15% para 25%, provocando mais instabilidade no mercado internacional.
Às 10h32, no horário de Brasília, o bitcoin desvalorizou-se em 2,3% nas últimas 24 horas, sendo cotado a US$ 87.975. Em reais, a moeda digital caiu 2,1%, totalizando R$ 456.934, conforme as informações do Cointrader Monitor.
Outras criptomoedas, conhecidas como altcoins, também mostraram tendência de queda. O ether, moeda digital da rede Ethereum, perdeu 3,3% e está cotado a US$ 2.932. O XRP, que faz parte do sistema de pagamentos da Ripple, caiu 2,9%, sendo negociado a US$ 1,87. A solana (SOL) teve uma desvalorização de 3,4%, com o preço ajustado para US$ 122,78, enquanto o BNB, token da Binance, recuou 1,6%, chegando a US$ 890,47. O valor total de todas as criptomoedas no mercado atualmente é de aproximadamente US$ 3,06 trilhões.
A consultoria Vault Capital mencionou em um relatório que o preço do bitcoin está sendo influenciado por níveis técnicos estabelecidos no mercado de opções. Na véspera, o bitcoin testou a faixa de US$ 90,4 mil, mas apresentou resistência, indicando que o mercado opera dentro de limites bem definidos.
Agora, as expectativas são de uma correção que pode levar o preço do bitcoin para a região dos US$ 85 mil, onde existe um número significativo de contratos de opções de venda. Se o preço atingir essa faixa, os vendedores de opções podem precisar comprar o ativo, o que poderia impulsionar sua valorização. Esse nível é considerado um suporte importante para o bitcoin.
Análises técnicas realizadas por Guilherme Prado, da Bitget, indicam que o bitcoin está encontrando dificuldades em manter-se acima do suporte psicológico dos US$ 88 mil. Esse cenário sinaliza um ambiente de cautela entre os investidores. O desempenho técnico mostra que o ativo está abaixo das médias móveis exponenciais de 50, 100 e 200 dias, cotadas em US$ 91.195, US$ 94.590 e US$ 98.345, respectivamente, o que sugere uma tendência de baixa no curto prazo.
Além disso, os fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin nos Estados Unidos enfrentaram um saldo líquido negativo de US$ 19,6 milhões, com destaque para o IBIT, da BlackRock, que apresentou um excesso de vendas de US$ 14,2 milhões em relação às compras; o BITB, da Bitwise, com vendas de US$ 12,6 milhões; e o ARKB, da Ark Invest, com US$ 12,3 milhões.
Por outro lado, os ETFs de ether apresentaram um fluxo positivo de US$ 28,1 milhões, sendo o ETHA, da BlackRock, o maior alvo, registrando US$ 27,3 milhões em compras. Também houve saldo positivo de US$ 6,7 milhões nos ETFs de solana.

