A procura por ingressos para grandes shows internacionais no Rio de Janeiro está movimentando milhares de fãs, que acabam passando a madrugada em filas virtuais. Com a popularidade crescente de eventos programados para 2026, as plataformas de venda, como a Ticketmaster, têm enfrentado uma alta demanda. Esse cenário também atrai golpistas, que aproveitam a ansiedade do público para aplicar fraudes e vender ingressos falsos.
Para muitas pessoas, o desejo de ver um artista de perto pode resultar em perdas financeiras e desespero. Para evitar decepções e garantir um lugar no evento, é crucial adotar algumas medidas de segurança ao comprar os ingressos, preservando seus dados e seu dinheiro.
A primeira recomendação é comprar apenas por meio do site oficial, que é o ticketmaster.com.br. Antes de inserir qualquer dado, os usuários devem conferir se o endereço na barra do navegador está correto e se há um ícone de cadeado, que indica que a conexão é segura (HTTPS). Muitas vezes, sites fraudulentos imitam a aparência do original, mas a URL pode revelar a armadilha através de pequenas alterações.
Além disso, é importante ignorar links suspeitos e ofertas que parecem milagrosas. Mensagens recebidas em redes sociais, WhatsApp ou e-mails, mesmo que pareçam vir de amigos, podem ser perigosas. Golpistas costumam criar páginas semelhantes àquelas de vendas oficiais para roubar informações de cartão de crédito. Se uma oferta parecer boa demais para ser verdade, como uma venda de ingresso garantido sem fila, é muito provável que seja uma tentativa de golpe.
Outro ponto crucial é ter cuidado ao lidar com cambistas e revendedores. Comprar ingressos de perfis em redes sociais ou sites que não são oficiais representa um grande risco. Muitas vezes, um mesmo ingresso digital é vendido para várias pessoas, ou a entrada simplesmente não existe. A Ticketmaster não se responsabiliza por bilhetes adquiridos fora de seus canais oficiais, e a chance de ser barrado na entrada do evento é alta.
Além disso, é recomendado usar métodos de pagamento mais seguros. O cartão de crédito, quando possível, é uma boa opção, pois oferece mais proteção e a possibilidade de solicitar o estorno (chargeback) se a fraude for confirmada. Ao fazer compras, é melhor evitar pagamentos via Pix ou transferências bancárias para vendedores desconhecidos, já que essas transações são instantâneas e muitas vezes difíceis de reverter em caso de problemas.
Por último, é importante gerenciar a ansiedade enquanto espera na fila virtual. Embora a espera possa ser estressante, é parte do processo de venda. Os usuários não devem atualizar a página repetidamente nem abrir várias abas no navegador, pois isso pode fazer com que o sistema bloqueie o acesso, acreditando se tratar de um robô. Seguir as instruções da plataforma e aguardar a vez com paciência é essencial para fazer a compra de maneira segura.

