Um grave acidente ferroviário ocorreu na tarde do último domingo, 19 de janeiro, na cidade de Adamuz, na província de Córdoba, na Espanha. Até agora, 39 pessoas perderam a vida, incluindo o maquinista de um dos trens envolvidos. Além disso, 152 pessoas ficaram feridas, com 73 sendo hospitalizadas, sendo 24 delas em estado grave, conforme informações fornecidas pelas autoridades locais.
O acidente aconteceu por volta das 19h45, quando o trem de alta velocidade, identificado como LD AV Iryo 6189, que partia de Málaga com destino a Madrid, descarrilou ao entrar na via 1 de Adamuz. O trem não apenas saiu da pista, mas também invadiu a via ao lado, onde estava circulando outro trem, o Alvia LD AV 2384, que seguia de Puerta de Atocha para Huelva e também descarrilou.
O impacto resultou no desvio de vários vagões dos dois trens. Alguns dos vagões na parte traseira do trem que vinha de Málaga acabaram tombando e caindo de um talude adjacente à plataforma ferroviária, conforme relataram os serviços de emergência e testemunhas do acidente.
Um jornalista da radiotelevisão pública espanhola, que estava a bordo do trem de Málaga, descreveu a situação em tempo real. Ele mencionou que, inicialmente, sentiu uma forte vibração, semelhante a um terremoto, e logo percebeu que o trem havia descarrilado. Ele destacou que a sensação de tremor começou cerca de dez minutos após a partida, com múltiplos vagões sendo gravemente danificados no incidente.
O presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno, expressou sua tristeza em relação à tragédia e ressaltou o forte impacto humano do acidente, lembrando que muitos passageiros nos trens eram famílias, idosos e crianças de diversas idades. Ele fez essas declarações durante uma visita ao local do acidente, onde buscava entender melhor a situação.
O ministro de Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, classificou o acidente como “extremamente estranho”, uma vez que ocorreu em um trecho reto da via, envolvendo um trem recém-construído, fabricado em 2022, que havia passado por sua última revisão técnica no dia 15 de janeiro. Ele também observou que a infraestrutura da linha havia sido recentemente renovada.
As autoridades ainda não confirmaram a causa do acidente e pediram cautela, enfatizando que uma análise técnica de um evento dessa magnitude exige tempo e uma investigação cuidadosa antes de se atribuir responsabilidades.
