O setor público consolidado, que abrange o governo central, estados, municípios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobras), registrou um déficit primário de R$ 55,021 bilhões em 2025, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (30). Este montante representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB).
O déficit se alinha à mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que estimava um rombo de R$ 56,200 bilhões. As previsões do mercado variaram entre R$ 75,40 bilhões e R$ 43,0 bilhões, todas apontando para resultados negativos.
Em comparação a 2024, quando o déficit primário do setor público somou R$ 47,553 bilhões (0,40% do PIB), a situação de 2025 é ligeiramente mais desfavorável. Este resultado também é o mais elevado desde 2023, que registrou um rombo de R$ 249,124 bilhões, representando 2,28% do PIB.
A análise dos dados revela que o principal responsável pelo déficit em 2025 foi o governo central, que acumulou um rombo de R$ 58,687 bilhões (0,46% do PIB). Em contrapartida, estados e municípios apresentaram um superávit de R$ 9,537 bilhões (0,07% do PIB), enquanto as empresas estatais registraram um déficit de R$ 5,871 bilhões (0,05% do PIB).
De forma isolada, os estados alcançaram um superávit de R$ 5,453 bilhões (0,04% do PIB) e os municípios, um saldo positivo de R$ 4,084 bilhões (0,03% do PIB).
Desempenho de Dezembro
Em dezembro, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 6,251 bilhões, revertendo um déficit de R$ 14,420 bilhões observado em novembro. No mesmo mês de 2024, o superávit fora superior, alcançando R$ 15,745 bilhões.
Este resultado foi melhor do que o previsto pela mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que projetava um superávit de R$ 4,450 bilhões. As expectativas de mercado variavam, abrangendo desde um déficit de R$ 15,0 bilhões até um superávit de R$ 18,200 bilhões.
O governo central teve um superávit primário de R$ 21,572 bilhões, conforme dados da autoridade monetária. No entanto, estados e municípios enfrentaram um déficit de R$ 19,783 bilhões. As empresas estatais, por sua vez, apresentaram um superávit de R$ 4,463 bilhões.
Ao considerar os dados isoladamente, os estados enfrentaram um déficit de R$ 16,743 bilhões, enquanto os municípios registraram um saldo positivo de apenas R$ 3,041 milhões.



