Isadora Cruz, a atriz que interpreta Agrado em “Coração Acelerado”, uma novela da Globo que estreou recentemente, destaca que sua personagem é um exemplo de força e coragem. Agrado não é apenas uma jovem compositora do sertanejo, mas representa uma figura de resistência, marcada por questões de ancestralidade e persistência.
Na trama, Agrado persegue seu sonho musical enquanto lida com um passado familiar repleto de segredos, culpas e silêncios. A jovem é talentosa, mas sua jornada é significativa porque reflete uma herança que foi passada de geração em geração. Isadora observa que o que realmente distingue Agrado não é somente a ambição de se tornar uma estrela, mas a sua determinação em enfrentar as adversidades e não desistir frente às dificuldades.
O ambiente onde Agrado cresce é essencial para sua formação. Ela é criada em um lar fortemente feminino, e sua educação vem principalmente de influências maternas que não admitem fragilidades. Isadora enfatiza que a personagem foi moldada por duas mulheres fortes que trabalham e lutam, sem idealizações, o que a fez se desenvolver como uma mulher corajosa e destemida.
À medida que a história se desenrola, Agrado se vê envolvida em um triângulo amoroso com João Raul e Naiane, interpretados por Filipe Bragança e Isabelle Drummond. Contudo, Isadora acredita que o foco não deve ser apenas nas relações afetivas, mas na trajetória de luta da protagonista.
Na novela, a música representa mais do que um hobby para Agrado; é uma herança familiar que conecta gerações. Isadora explica que Agrado carrega em si o talento que foi barrado por limitações históricas enfrentadas por mulheres de sua família. A avó, Cecília, sonhava em ser musicista e cantora, mas, devido ao machismo da época, não conseguiu realizar seu sonho. Agrado, por sua vez, tenta concretizar essa promessa familiar e curar os traumas deixados por gerações anteriores.
Isadora enfatiza a riqueza da construção de sua personagem, ressaltando o valor de “Coração Acelerado” ser escrito por duas mulheres. A atriz cita sua experiência anterior em “Volta por Cima”, onde interpretou Roxelle, uma personagem que também trouxe à luz questões sobre a condição feminina. Para ela, Agrado é um símbolo de ética e coragem, uma mulher que floresce em um ambiente matriarcal, cercada de exemplos que a inspiram a lutar pelos seus sonhos diante das adversidades.
Sobre suas relações com as atrizes Leticia Spiller e Elisa Lucinda, que interpretam sua mãe e madrinha na ficção, Isadora diz que a interação entre elas tem sido divertida e enriquecedora. Ela se sente grata pela convivência e pela troca de experiências com artistas que sempre admirou.
Na avaliação do texto de “Coração Acelerado”, Isadora o considera impressionante, repleto de emoção que toca de forma profunda os atores e o público. Ela destaca que as autoras sabem escolher as palavras adequadas para transmitir a força das mulheres na narrativa, entregando mensagens poéticas e filosóficas mesmo em cenas cotidianas.



