O presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Austan Goolsbee, declarou que não observou sinais de deterioração no mercado de trabalho dos Estados Unidos. Durante uma entrevista à CNBC, ele ressaltou que eventuais cortes nas taxas de juros do banco central dependerão de avanços significativos no combate à inflação. Goolsbee comentou a recente queda nos pedidos de auxílio-desemprego, que atingiram 198 mil por semana, afetando as expectativas do mercado.
O dirigente afirmou que “ainda há força nos empregos” e que o crescimento econômico nos EUA permanece robusto. Segundo ele, os indicadores apontam para uma estabilidade no mercado de trabalho, com o foco do Fed voltado para a inflação: “o mais importante para nós é levar a inflação de volta à meta de 2%”.
Goolsbee também destacou que a política monetária pode ser flexibilizada, desde que os dados confirmem essa expectativa. “As taxas de juros podem cair substancialmente, mas os dados precisam confirmar as expectativas”, observou. Ele expressou otimismo em relação a cortes nas taxas do Fed ainda em 2023, condicionando essa possibilidade à verificação de progresso no controle da inflação.
Recentemente, Goolsbee notou que dados inflacionários mostram uma possível diminuição do impacto de tarifas. Apesar disso, ele alertou que a inflação nos serviços ainda não está sob controle. Mesmo diante desses desafios, enfatizou que o crescimento econômico nos EUA tem se mostrado sólido.
Adicionalmente, Goolsbee abordou a importância da autonomia do banco central, advertindo que ataques à independência da instituição podem levar a uma alta na inflação. Ele afirmou que, embora o país esteja caminhando para atingir a meta de 2% de inflação, desestabilizar a autonomia do Fed poderia prejudicar esse progresso. O presidente do Fed de Chicago concluiu que a instituição deve priorizar seu duplo mandato, focando em sua missão em vez de agradar a opinião política.



