O ano de 2025 será lembrado na história climática do Brasil por eventos climáticos extremos e mudanças significativas. Desde o final de maio, o país enfrentou ondas de frio antecipadas, que duraram mais tempo do que o normal, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Em agosto, as temperaturas médias em várias cidades ficaram abaixo dos níveis históricos, refletindo um ano incomum em termos de frio.
Um dos momentos mais marcantes ocorreu em 20 de outubro, quando São Paulo registrou 11,2°C, a temperatura mais baixa em outubro nos últimos 11 anos. Essa marca se destacou por ser incomum na primavera, um período que geralmente não apresenta frutas tão intensas.
Além do frio, 2025 também apresentou fenômenos climáticos associados a ventos fortes. Quando chegaram julho e setembro, rajadas de vento de até 100 km/h atingiram o leste paulista, causando danos como quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
O ponto alto das tempestades de vento ocorreu em dezembro, quando um ciclone extratropical intenso se formou no Sul do Brasil. Este fenômeno gerou tornados e rajadas de vento que causaram danos significativos, principalmente em São Paulo, onde o aeroporto de Congonhas registrou uma rajada de 96,3 km/h, a mais forte desde o início das medições, em 1963.
As chuvas também tiveram um papel importante em 2025. Em junho, o Rio Grande do Sul passou por uma das piores experiências climáticas do ano, com precipitações que superaram 300 mm em poucos dias, resultando em graves alagamentos e inundações que afetaram a infraestrutura local e a vida dos habitantes.
Durante a primavera, os temporais se intensificaram. Um tornado F4 foi registrado em novembro em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. Esse evento foi cuidadosamente analisado por especialistas que trabalharam junto à Defesa Civil do estado. Também ocorreram casos de granizo que causaram estragos nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Em outras partes do país, padrões climáticos irregulares foram observados. O litoral da Bahia, incluindo a capital Salvador, experimentou chuvas acima do normal em outubro e novembro, meses que geralmente não têm grandes volumes de precipitação. Na Amazônia, a estação seca não se concretizou, com chuvas frequentes ocorrendo mesmo no período esperado de menor precipitação.
Adicionalmente, 2025 se destacou pela coexistência de extremos climáticos. No dia 28 de dezembro, São Paulo registrou uma temperatura recorde de 37,2°C, marcando uma virada drástica em relação ao frio extremo que dominou o ano.
A retrospectiva climática de 2025 enfatiza a importância do clima não apenas como um aspecto a ser observado, mas também como um fator crucial para o planejamento e a gestão de riscos. Os efeitos sobre as cidades, a infraestrutura, os serviços de energia e a saúde pública destacam a necessidade de tomar decisões informadas com base em dados climáticos confiáveis.
A análise contínua e a interpretação dos dados climáticos são essenciais para preparar a sociedade e as autoridades para enfrentar os impactos meteorológicos. O ano de 2025 deixou claro que a compreensão do clima é vital para reduzir riscos e aumentar a resiliência das comunidades.
Alguns dos principais eventos climáticos do Brasil em 2025 incluem:
– Fim de maio: início das ondas de frio com a chegada antecipada de massas de ar polar.
– Junho: chuvas intensas no Rio Grande do Sul, com registros acima de 300 mm em poucos dias.
– Agosto: temperaturas em geral abaixo da média, tornando 2025 um dos anos mais frios da última década.
– 20 de outubro: São Paulo registra 11,2°C, a temperatura mais baixa em outubro em 11 anos.
– Julho e setembro: rajadas de vento superando 100 km/h causam transtornos urbanos.
– Novembro: ocorrência de um tornado F4 no Sul do Brasil.
– Dezembro: formação de um ciclone extratropical e rajadas de vento intensas.
– 10 de dezembro: rajada histórica de 96,3 km/h em São Paulo.
– 28 de dezembro: calor extremo em São Paulo, com temperatura de 37,2°C, um novo recorde para dezembro.



