O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou no último sábado, 24 de fevereiro, do Dia D de vacinação contra o sarampo e a febre amarela em São Paulo. Essa ação foi realizada em conjunto com a Prefeitura e visa reforçar as medidas de prevenção após a confirmação de dois casos importados de sarampo, que foram prontamente controlados. O objetivo também é aumentar a proteção contra a febre amarela, especialmente para pessoas que não se vacinaram ou aqueles que receberam apenas a dose fracionada em 2018.
As vacinas estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da cidade, que funcionam das 8h às 17h, além de Centros Educacionais Unificados (CEUs) e outros locais estratégicos, abertos das 9h às 16h. A vacina contra o sarampo é recomendada para pessoas de 12 meses a 59 anos, enquanto a vacina contra a febre amarela é indicada para quem tem entre 9 meses e 59 anos.
Para alcançar mais pessoas, o Governo Federal enviou mais de 7,3 milhões de mensagens de WhatsApp. Essas mensagens foram direcionadas a moradores de São Paulo com mais de 18 anos, utilizando dados dos sistemas de saúde para lembrar aquelas que ainda não completaram o esquema vacinal.
A preocupação em relação ao sarampo é alta, especialmente devido à possibilidade de entrada do vírus no Brasil, em consequência de surtos em países vizinhos e na América do Norte. O sistema de saúde brasileiro tem se mostrado eficaz, com uma resposta rápida que tem evitado surtos nos últimos anos. São Paulo foi escolhida para a mobilização por ser um importante ponto de entrada, com grandes aeroportos e intenso fluxo internacional, o que aumenta o risco de casos importados.
Durante o evento, o ministro reafirmou que o Brasil ainda mantém o reconhecimento de país livre do sarampo, resultado dos esforços contínuos do Sistema Único de Saúde (SUS) e das altas taxas de vacinação. Mesmo com 38 casos importados registrados no ano passado, não houve surtos, graças à mobilização para vacinar a população.
Desde dezembro, o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo têm realizado ações contínuas, como vigilância e busca ativa, principalmente em áreas de maior risco. Os dois casos de sarampo importados notificados em 2025 não resultaram em casos secundários.
Padilha também comentou a situação internacional, destacando que São Paulo teve um caso importado vindo de Nova Iorque em dezembro. O alto número de casos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá evidencia a necessidade de vigilância constante no Brasil. A cidade está promovendo uma ampla campanha de vacinação ao longo de janeiro, com ações em rodoviárias, terminais e locais públicos, além de manter as Unidades Básicas de Saúde abertas.
No que diz respeito à febre amarela, é indicado que pessoas que receberam a dose fracionada em 2018 procurem uma unidade de saúde para receber a dose padrão atual. Para os idosos que não têm comprovação vacinal, a avaliação deve ser individual, especialmente para quem mora ou viaja para regiões com circulação do vírus. O SUS possui um estoque regular de vacinas para atender a demanda.
O Brasil é reconhecido como livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), tendo recuperado o certificado em 2024, após cinco anos. Em 2022, o país alcançou uma cobertura vacinal de 80,7% para a primeira dose da vacina tríplice viral, superando 90% nos anos seguintes e chegando à meta de 95% em 2024. Para 2025, dados preliminares indicam que essa taxa de vacinação se manteve.
No último ano, 38 casos importados de sarampo foram confirmados no Brasil, todos associados a viagens internacionais ou a regiões com baixa cobertura vacinal. As medidas de bloqueio e vigilância adotadas impediram a circulação do vírus no país, ressaltando a importância de uma resposta rápida frente ao aumento de casos em outros países.
Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Brasil registrou 122 casos de febre amarela em humanos, com 48 mortes, sendo 62 desses casos e 35 mortes concentrados em São Paulo. Embora não haja registros recentes de casos em humanos, foram identificados 39 casos em primatas, incluindo dois em São Paulo.
O município de São Paulo enfrentou um surto de febre amarela entre 2017 e 2018, que levou cerca de 5 milhões de pessoas a receberem a dose fracionada da vacina devido à escassez no estoque. Atualmente, a oferta de vacinas é regular, e a ênfase na vacinação busca garantir uma proteção contínua para a população.



