O governo dos Estados Unidos anunciou, no dia 7 de setembro, novas diretrizes nutricionais que trazem uma versão reformulada da pirâmide alimentar. Essa atualização visa orientar a população a reduzir o consumo de açúcar e aumentar a ingestão de proteínas.
A nova versão das Diretrizes Alimentares, divulgada pela Casa Branca, não trouxe mudanças tão radicais como havia sido prometido por autoridades de saúde. Muitas das recomendações apresentadas, como a ingestão de frutas e vegetais e a diminuição do açúcar, já são orientações conhecidas há anos.
As novas diretrizes refletem ideais defendidos pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que enfatizam uma dieta rica em proteínas e restrições mais rigorosas quanto ao consumo de açúcares adicionados e alimentos processados.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que as novas orientações são fundamentadas nas pesquisas mais confiáveis sobre saúde e nutrição. Ela afirmou que essas diretrizes são acessíveis a todos os cidadãos, tanto jovens quanto idosos, e que têm o potencial de transformar vidas.
Uma das mudanças mais visíveis é a atualização da pirâmide alimentar, que agora é apresentada de forma invertida, dando maior destaque ao consumo de frutas, vegetais e proteínas, enquanto reduz a ênfase em grãos integrais. Esse novo modelo substitui o MyPlate, que estava em uso desde 2011.
O governo informou que as novas diretrizes influenciarão a adequação de alimentos financiados por programas federais, como o vale-refeição e a merenda escolar, o que pode impactar a alimentação de muitas crianças e adultos.
Robert F. Kennedy Jr. classificou essa alteração como uma das mais significativas na política nutricional do país, afirmando que as diretrizes devem desestimular o consumo de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados. Ele enfatizou a importância de uma alimentação baseada em “comida de verdade”, ressaltando que isso é essencial para a saúde, produtividade econômica e bem-estar social.
O secretário já havia compartilhado que tenta manter uma dieta com alimentos que contenham no máximo três ingredientes e considera o açúcar um “veneno”.
As diretrizes alimentares são revisadas a cada cinco anos e afetam não apenas a alimentação de cerca de 30 milhões de crianças nas escolas, mas também influenciam o consumo de muitas pessoas através de programas de nutrição federais, como o vale-refeição. Essas orientações também servem como base para médicos e nutricionistas, embora muitos americanos enfrentem dificuldades em segui-las.



