Em 2026, o Imposto de Renda (IR) no Brasil passa por uma importante mudança. A partir deste ano, os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês estarão isentos do pagamento do imposto. Essa alteração representa um aumento no teto de isenção, que antes era de dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036.
Com a nova regra, a tabela de alíquotas do Imposto de Renda para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 também muda. O desconto no imposto será gradativo, diminuindo conforme a renda aumenta. No entanto, como o cálculo inclui deduções individuais e outras fontes de renda, não há um valor fixo, e cada contribuinte terá seu imposto calculado de forma personalizada.
O governo estima que essa mudança beneficiará cerca de 10 milhões de trabalhadores, totalizando 15 milhões de pessoas isentas de Imposto de Renda no Brasil. Para quem ganha acima de R$ 7.351, as alíquotas progressivas já existentes permanecem, que são de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%. No entanto, a Receita Federal ainda não divulgou as faixas exatas para cada alíquota.
Essas mudanças já afetarão os contracheques de janeiro, que são pagos no final do mês ou no início de fevereiro. É importante lembrar que as novas regras não afetam a declaração do Imposto de Renda referente ao ano-base de 2025.
Além da isenção para um grupo maior de contribuintes, a reforma do Imposto de Renda também inclui uma nova alíquota mínima de 10% para aqueles que ganham acima de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil ao ano. Também há uma previsão de taxação de lucros e dividendos. O governo projeta que apenas 141,4 mil brasileiros, correspondendo a 0,13% do total de contribuintes e 0,06% da população, serão afetados por esse aumento de impostos.
Com essas novas regras, os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês podem economizar até R$ 4 mil ao ano, o que equivale a quase um salário extra, em relação ao Imposto de Renda. Especialistas em Direito Tributário realizaram simulações para mostrar a economia potencial de acordo com as faixas de renda, levando em conta o 13º salário.



