No primeiro sábado de janeiro, as tropas dos Estados Unidos invadiram Caracas, capital da Venezuela, e capturaram o presidente Nicolás Maduro. Essa ação gerou intensas repercussões no Brasil, acirrando ainda mais a polarização política no país. A direita brasileira celebrou o que chamou de “retorno da democracia na Venezuela”, enquanto lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), manifestaram forte oposição à medida. Eles consideraram a ordem de Donald Trump uma ameaça grave, chamando o presidente americano de “o maior pirata da atualidade”.
Após o momento de celebração e indignação, a situação na Venezuela começou a se desenrolar de maneira complexa. Ao invés de trazer a liberdade prometida ao povo venezuelano, Trump assumiu o controle do regime, nomeando uma nova líder para o governo e reivindicando a produção de 50 milhões de barris de petróleo do país. Essa postura inesperada fez com que a figura de Lula, que anteriormente era vista como o defensor do chavismo, fosse desafiada.
Diante desse cenário, o governo brasileiro tem adotado um discurso diferente. O Palácio do Planalto, que antes falava sobre a soberania da Venezuela, agora considera uma aproximação com Trump em relação ao apoio ao novo governo. Essa mudança demonstra que tanto a direita quanto a esquerda podem estar dispostas a tolerar o regime de Maduro, independentemente de suas posições políticas.
Trump, ao prometer uma transição política na Venezuela, ignorou a oposição local e não mencionou as graves violações de direitos humanos, a pobreza extrema e a corrupção que marcam a situação do país. As brigas entre bolsonaristas e petistas podem estar chegando ao fim, uma vez que ambos os lados parecem concordar em aspectos essenciais sobre a atual crise venezuelana.



