FRANKFURT, 7 de janeiro (Reuters) – A inflação na zona do euro apresentou uma desaceleração em dezembro, atingindo a meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE). De acordo com dados divulgados pela Eurostat nesta quarta-feira, essa tendência deve continuar nos próximos meses, impulsionada pela queda nos preços de energia, que compensou a persistente pressão sobre os preços internos.
No último mês do ano passado, a inflação no bloco monetário registrou um índice de 2,0%, uma leve redução em relação aos 2,1% de novembro. Este resultado encontra-se alinhado com as previsões de economistas consultados em uma pesquisa da Reuters, refletindo principalmente a redução nos preços de energia, que mitigou o aumento da inflação de alimentos.
Um indicador importante que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, conhecido como inflação subjacente, também apresentou uma queda, passando de 2,4% para 2,3%. Essa diminuição foi atribuída a uma desaceleração moderada nas tarifas de serviços e produtos industriais.
Durante a maior parte de 2025, a inflação manteve-se próximos à meta de 2% do BCE. O banco central considera que, embora a inflação possa apresentar valores abaixo da meta nos próximos anos, a tendência é que permaneça em níveis aceitáveis.
Apesar de algumas vozes dentro da política monetária expressarem apreensão com as leituras baixas e o potencial efeito negativo sobre as demandas salariais, a maioria dos participantes do mercado parece otimista, acreditando que a diminuição é uma fase temporária, em grande parte influenciada pela volatilidade dos preços de energia.
Esse cenário levou o BCE a sinalizar que não planeja ajustes imediatos na política monetária, reforçando as expectativas de que a taxa de depósito se mantenha em 2% ao longo de 2026.



