No último sábado, 17 de setembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, caracterizou a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um “feito histórico”. Ele enfatizou que o pacto representa um forte sinal em favor do comércio internacional, fundamental para a cooperação e o crescimento em um contexto global marcado por tensões.
Peña destacou a importância do acordo, que une dois dos mercados mais significativos do mundo: a Europa e a América do Sul. Em suas palavras, a assinatura do tratado é uma prova de que o diálogo e a fraternidade são o “único caminho” a seguir. Ao refletir sobre o processo, o presidente recordou que a negociação foi longa, levando mais de 25 anos para ser concluída em meio a diversas dificuldades.
O presidente paraguaio ainda classificou o acordo como o maior compromisso comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes da União Europeia, destacando que trará benefícios significativos para milhões de cidadãos. Segundo ele, a assinatura do pacto representa uma vitória sobre o “unilateralismo, desconfianças e egoísmo”, abrindo caminho para um futuro mais promissor.
Peña alertou, no entanto, que não se deve cair na autocomplacência. Segundo o presidente, houve uma perda de tempo que poderia ter resultado em um acordo ainda mais vantajoso. “Poderíamos ter feito mais e alcançado benefícios maiores para nossos povos”, declarou. Ele ressaltou a necessidade de coragem e audácia para fortalecer a união entre a União Europeia e a América do Sul, com a intenção de que esses blocos se tornem atores principais da história.
O presidente paraguaio também fez questão de mencionar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, lamentando sua ausência na cerimônia. Peña afirmou que, sem Lula, o bloco não teria alcançado o dia da assinatura do acordo. “Lula foi um dos impulsores fundamentais deste processo”, frisou, agradecendo em nome de todos os líderes visionários do Mercosul que trabalharam pela integração no século XXI, superando os conflitos históricos da região.



