A produção de veículos no Brasil apresentou um crescimento de 3,5% em 2023, totalizando 2,64 milhões de unidades, conforme o balanço divulgado na última quinta-feira (15) pela Anfavea, a associação das montadoras. No entanto, esse resultado ficou aquém das expectativas do setor, que projetava um aumento de 7,8%. Esse desempenho abaixo do esperado foi influenciado pela desaceleração nas compras, que cresceram apenas 2,1% ao longo do ano, totalizando 2,69 milhões de veículos vendidos. Entre os fatores que contribuíram para esse cenário estavam os juros elevados e o aumento das importações.
As exportações ajudaram a amenizar a situação, com um crescimento de 32,1% em comparação ao ano anterior, atingindo 528,8 mil veículos3 milhões de veículos foram fabricados.
O crescimento das importações também impactou o mercado, que absorveu 18,5% da capacidade, superior aos 17,7% registrados em 2022. Diante do crédito mais caro, as perspectivas da Anfavea para 2024 foram inicialmente projetadas em 6,3%, mas revistos posteriormente para 5%.
Balanço de dezembro
No balanço de dezembro, a produção foi de 184,5 mil veículos, o que representa uma queda de 3,9% em relação ao mesmo mês de 2022. Em comparação a novembro, a produção diminuiu 15,8%.
As vendas, no entanto, alcançaram 279,4 mil veículos, a cifra mais alta registrada em um mês em onze anos, representando um crescimento de 8,5% em relação a dezembro de 2022 e 17,1% em comparação a novembro. Esse número é o mais significativo desde dezembro de 2014, quando ocorreram 370 mil vendas.
As exportações, por outro lado, enfrentaram um declínio, ficando 38,1% abaixo do registrado em dezembro de 2022, com 18,7 mil veículos embarcados. Sonde a comparação com novembro, houve uma queda expressiva de 47,7%.
O balanço também indicou a eliminação de 1,2 mil vagas de emprego nas montadoras em dezembro, resultando em um saldo de apenas 2,5 mil postos de trabalho criados ao longo de todo o ano. Atualmente, o setor conta com 109,7 mil empregados.



