O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) iniciou o ano sob pressão, com taxas de aumento tanto nos preços ao produtor quanto ao consumidor. Em janeiro, o índice registrou uma alta de 0,29%, em comparação com uma variação positiva de 0,04% no mês anterior. Esse resultado leva o IGP-10 a acumular uma quedas de 0,99% nos últimos 12 meses, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
A pesquisa da Reuters previa um avanço de 0,25% para este indicador no período analisado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que compõe 60% do índice geral, teve uma alta de 0,24% em janeiro, recuperando-se de uma queda de 0,03% no mês anterior. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, essa elevação foi impulsionada principalmente pelo segmento de extração mineral, liderado pelo minério de ferro. Além disso, os combustíveis também influenciaram os resultados, com o álcool etílico hidratado (etanol) apresentando um aumento de 4,59% no período, impulsionado pela redução de estoques e uma demanda firme durante a entressafra.
Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que representa 30% do índice geral, registrou uma alta de 0,39% em janeiro, após um aumento de 0,21% em dezembro. Dias destacou que os preços ao consumidor tendem a aumentar sazonalmente no início do ano devido ao retorno às aulas, além de uma reaceleração nos preços dos alimentos. O grupo de Educação teve um avanço de 1,27% em janeiro, enquanto o grupo de Alimentação subiu 0,50%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) também apresentou crescimento, com um avanço de 0,47% em janeiro, após uma alta de 0,22% em dezembro. É importante ressaltar que o IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.



