O primeiro pagamento do Programa Bolsa Família (PBF) de 2026 teve início nesta segunda-feira, com os beneficiários de cidades em situação de emergência ou calamidade pública já podendo acessar o benefício em suas contas. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) organizou um calendário unificado para a transferência de recursos em 176 municípios de nove estados brasileiros. O investimento total chega a R$ 266,7 milhões, beneficiando aproximadamente 389,58 mil famílias.
No estado do Rio Grande do Norte, a seca afeta 120 municípios. Deste total, 250,45 mil famílias receberão R$ 166,72 milhões. No Paraná, quatro municípios estão enfrentando problemas climáticos. Nesses locais, serão repassados R$ 13,72 milhões para atender 18,85 mil famílias.
Em Sergipe, dez municípios enfrentam dificuldades devido à seca e estiagem, com um total de 47,02 mil famílias sendo beneficiadas com R$ 31,98 milhões. Na Bahia, a situação se agrava em 29 municípios afetados por problemas semelhantes, que irão receber R$ 2,09 milhões, atendendo 3.268 lares.
O Piauí também está incluído no programa, com duas cidades, Rio Grande do Piauí e São Miguel do Fidalgo, recebendo R$ 1,42 milhão para 2.134 famílias. No Rio Grande do Sul, a cidade de Erechim, que enfrenta excesso de chuva, será atendida com R$ 1,53 milhão para 2.265 famílias. Santa Catarina, por sua vez, se mobiliza para ajudar 206 famílias na cidade de Luiz Alves, que teve a situação de emergência reconhecida por conta de fortes chuvas, com a liberação de R$ 139,91 mil.
No Amazonas, as cidades de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira receberão um pagamento unificado, beneficiando 14,55 mil famílias com um investimento de R$ 11,99 milhões. Em Roraima, 50,82 mil famílias de seis cidades, incluindo Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Iracema e Mucajaí, também serão atendidas. Esses locais estão sob atenção especial devido à vulnerabilidade enfrentada pelo território Yanomami.
Durante o período de pagamento unificado, processos de Qualificação Cadastral, que geralmente incluem revisão e averiguação de dados, estarão suspensos para evitar bloqueios e cancelamentos dos benefícios. Esta mudança no calendário será válida por dois meses, e caso a situação de emergência ou calamidade persista, os municípios podem solicitar a renovação junto ao MDS.



