FRANKFURT, 22 de janeiro (Reuters) – Em reunião recente, as autoridades do Banco Central Europeu (BCE) demonstraram cautela quanto ao ajuste das taxas de juros, observando que a inflação se encontra próxima da meta estabelecida. Apesar desse cenário, a ata da reunião de dezembro, divulgada na última quinta-feira, enfatiza que os riscos permanecem elevados, exigindo prontidão para intervenções futuras.
Durante a mesma reunião, o BCE decidiu manter a taxa de juros em 2% e revisou para cima suas projeções de crescimento econômico. Essa decisão foi interpretada pelos mercados como um indicativo de que a possibilidade de afrouxamento monetário está significativamente restrita.
O economista-chefe do BCE, Philip Lane, afirmou que, se a economia continuar a seguir as projeções, não há expectativa de mudanças nas taxas de juros no curto prazo. Essa análise reforça as expectativas do mercado de que a instituição mantendrá os juros estáveis após um ciclo de oito cortes até junho do ano passado.
Conforme destacado na ata, “o Conselho do BCE pode ser paciente, o que não deve ser confundido com hesitação ou assimetria em suas ações”. O BCE declarou que, embora esteja em uma posição adequada em termos de política monetária, isso não implica em uma postura inalterável. A próxima reunião do banco está agendada para 5 de fevereiro, e os investidores financeiros não esperam alterações nas taxas de juros durante este ano.
A ata também menciona que a atual precificação das taxas pelo mercado está alinhada com as últimas decisões do BCE e sua função de reação. A inflação, questão central para o BCE, variou em torno da meta de 2% ao longo de 2022. Para este ano, as projeções indicam que a inflação pode ficar ligeiramente abaixo da meta, influenciada pela queda nos preços de energia. Contudo, a inflação interna permanece elevada devido ao crescimento robusto dos salários, o que sugere que os preços tendem a se estabilizar na meta após a normalização dos custos energéticos.
(Reportagem de Balazs Koranyi)



