No último sábado, 17, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou que está organizando uma resposta unificada dos países da União Europeia (UE) às taxas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo de Trump é pressionar oito nações europeias a apoiarem suas intenções de anexar a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.
Durante uma coletiva de imprensa em Assunção, no Paraguai, onde foi assinado um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE, Costa afirmou: “Atualmente, estou coordenando a resposta conjunta dos Estados membros da União Europeia sobre este tema”.
Ele reforçou a posição da UE na defesa do direito internacional: “A UE sempre será muito firme na defesa do direito internacional, em qualquer lugar. E, com certeza, começando pelo território dos Estados membros da União Europeia”. Costa argumentou que, para alcançar prosperidade, é necessário abrir mercados e criar zonas de integração econômica, em vez de aumentar as taxas.
Costa também fez uma defesa contundente da integridade territorial, da soberania dos países e do direito internacional, especialmente diante das ofensivas de Trump na Venezuela e Groenlândia, e as ações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Ucrânia. Ele comentou: “Estamos aqui não apenas para assinar a criação da maior zona econômica do mundo, mas para enviar uma mensagem clara ao mundo: o que precisamos é de paz e cooperação, não de conflitos”.
O presidente destacou a importância de se opor a violações do direito internacional, afirmando: “Se a Rússia invade a Ucrânia, devemos nos manifestar em defesa da integridade territorial e do direito internacional na Ucrânia. Se os direitos humanos são violados na Venezuela, devemos nos levantar para defendê-los”.


