Nesta segunda-feira, mais de 18,77 milhões de famílias em todo o Brasil começam a receber o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de janeiro. Este programa, que é uma ação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, abrange cerca de 49,18 milhões de pessoas, com um benefício médio de R$ 697,77 por família. O governo federal investe, neste mês, mais de R$ 13,1 bilhões neste auxílio.
Em janeiro, 157,3 mil novas famílias foram adicionadas ao programa, entrando na chamada Regra de Proteção. Essa regra assegura que, por um período de 12 meses, famílias que superarem o limite de renda de R$ 218 por pessoa ainda possam receber metade do valor do benefício, desde que sua renda não ultrapasse R$ 706 por pessoa. No total, 2,44 milhões de famílias estão cobertas por essa regulamentação.
Os pagamentos do Bolsa Família acontecem seguindo um calendário escalonado, que varia conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) de cada familiar. As famílias que residem em regiões que enfrentam estados de emergência ou calamidade pública têm prioridade e começam a receber o benefício no primeiro dia do cronograma.
No que diz respeito aos grupos prioritários, cerca de 1,85 milhão de famílias que estão em situação de maior vulnerabilidade estão sendo atendidas neste mês. Desse total, há 247 mil famílias indígenas, 289 mil quilombolas, 253 mil famílias com pessoas em situação de rua, 397 mil que incluem catadores de material reciclável, 38 mil em risco social ou de violação de direitos e 625 mil em insegurança alimentar.
O programa Bolsa Família também oferece uma cesta de benefícios adicionais. O Benefício Primeira Infância, no valor de R$ 150, já está sendo pago a 8,4 milhões de crianças de até sete anos, totalizando R$ 1,22 bilhão em repasses. O Benefício Variável Familiar Criança, que é um adicional de R$ 50, beneficia 11,4 milhões de crianças e adolescentes de sete a 16 anos incompletos, com um total de R$ 549,8 milhões investidos. Também há o Benefício Variável Familiar Adolescente, que atende 2,2 milhões de jovens entre 16 e 18 anos, com um total de R$ 109,6 milhões. Para as grávidas, o Benefício Variável Gestante, que soma R$ 29,2 milhões e atinge 625 mil beneficiárias, e o Benefício Variável Nutriz, que destina R$ 17,9 milhões a 375 mil famílias com crianças de até seis meses, completam a cesta de benefícios.
Entre os beneficiários do programa, 28,88 milhões, ou 58,72% do total, são mulheres. Além disso, 15,85 milhões de responsáveis familiares são do sexo feminino, o que representa 84,41% das famílias assistidas. Em termos étnicos, 73,25% do público atendido é composto por pessoas negras ou pardas, o que equivale a mais de 36 milhões de beneficiários.
Analisando a distribuição regional, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários, com mais de 8,75 milhões de famílias, o que representa R$ 6 bilhões em repasses e um benefício médio de R$ 686,44. Na região Sudeste, 5,29 milhões de lares são atendidos com um investimento de R$ 3,72 bilhões e um valor médio de R$ 702,01 por família. O Norte do Brasil conta com 2,44 milhões de famílias beneficiadas, totalizando R$ 1,77 bilhão em recursos e uma média de R$ 725,20, que é o maior valor entre as regiões. O Sul registra 1,29 milhão de famílias com um investimento de R$ 898,75 milhões e um benefício médio de R$ 696,12. No Centro-Oeste, 990 mil lares recebem o auxílio, com um aporte de R$ 703,06 milhões e uma média de R$ 709,65 por família.
Os pagamentos de janeiro seguem um calendário que se estende até o dia 30, quando é feito o pagamento para aqueles com NIS final zero. Famílias em situações emergenciais têm prioridade e recebem o benefício logo no início do cronograma.



