O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul poderá ser implementado de forma provisória em março, segundo informações de um diplomata da UE à agência Reuters. Essa possibilidade ocorre em meio a um desafio iminente no Tribunal de Justiça Europeu, que poderia atrasar a ratificação do tratado por até dois anos.
Na quarta-feira, a União Europeia enfrentou um revés significativo, quando os parlamentares decidiram remeter o controverso acordo comercial com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ao tribunal. O diplomata indicou que a ratificação provisória do acordo dependeria do primeiro país do Mercosul a oficializar sua aprovação, com expectativa de que o Paraguai possa ser o pioneiro em março.
Este pacto representa o maior acordo comercial já firmado pela UE, após 25 anos de negociações. No contexto dos desafios enfrentados, líderes como o chanceler alemão, Friedrich Merz, expressaram preocupação sobre o impacto da deliberação do Parlamento Europeu, que ele caracterizou como mais um obstáculo no caminho do acordo. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Merz reiterou a importância do tratado, destacando que “não seremos impedidos” e que a proposta é fundamental para impulsionar o crescimento na Europa.
Os defensores do acordo afirmam que ele é crucial para substituir negócios perdidos devido às tarifas dos Estados Unidos e para reduzir a dependência comercial da China. Por outro lado, os críticos, especialmente da França, alertam que a implementação do acordo poderá aumentar as importações de produtos como carne bovina, açúcar e aves a preços baixos, o que prejudicaria os produtores locais.



